
A Igreja é o melhor lugar. Lá o gado de Deus para pra beber água, rela um no outro os chifres e espevita seus cheiros...”. Assim é o começo do poema Sítio, de Adélia Prado. É interessante perceber que, usando a imagem do gado, com seus odores e possíveis choques pela divisão de um mesmo espaço, a poetisa faz emergir sensações desagradáveis, de desconforto, logo depois de afirmar: é o melhor lugar! Na continuação, compreendemos melhor: “É minha raça, estou em casa como no meu quarto”. Você considera que as pessoas de seu convívio são, realmente, da “sua raça”?