
Batalha. Essa foi a palavra mais utilizada pela Presidente da Associação da Advocacia do Sul de Minas (AASM), Debora Anne Pereira da Silva, uma das fundadoras da entidade, em entrevista ao Jornal de Vanguarda desta sexta-feira 8, sobre a atuação fraudulenta de maus advogados por meio de ações predatórias. A prática estigmatizou particularmente os advogados de Varginha, embora seja comum em todo o Brasil. A AASM lidera um movimento em favor do resgate da credibilidade dos advogados. O programa teve, também, a participação do Presidente da Subseção Varginha da Ordem dos Advogados do Brasil, Alexandre Prado. Segundo a Associação dos Magistrados Mineiros (AMAGIS), ações predatórias são usadas para golpes em comarcas no interior do Estado. Em publicação no site Jusbrasil, a AMAGIS informa que uma verdadeira fábrica de fraudes tomou conta de algumas varas cíveis do interior de Minas e de São Paulo -- inclusive com casos em Varginha. São ações predatórias: advogados em busca de ganhos ilegais. Esses maus advogados usavam informações privilegiadas. Depois de flagrados em Varginha, alguns mudaram para outras cidades do estado e para Campinas e Ribeirão Preto (SP). Em Varginha houve cerca de 20 mil ações em 2018, prejudicando o trabalho da comarca. Hoje, depois de vários arquivamentos, restariam cerca de 8 mil ações, muitas delas de uma única pessoa. Foto: Debora Anne (Arquivo Pessoal)