
As crises no governo federal não são causadas pela (in)capacidade técnica de seus integrantes, mas pela falta de diálogo entre os próprios integrantes. E nos últimos dias, uma dessas crises deixou o Palácio e foi cair no PSL, o partido do Presidente Bolsonaro (foto). O Delegado Waldir saiu da liderança do PSL. Eduardo Bolsonaro assumiu. Os amigos de Jair Bolsonaro conseguiram assinaturas para dar apoio ao terceiro filho do presidente. Isso diminuiu a força da ala de Luciano Bivar. E aí, os amigos de Bivar acusaram o governo de quebrar um acordo e começaram a recolher novas assinaturas para tentar retomar o cargo de líder do partido na Câmara. Ou seja, a crise ainda vai longe. Já no cargo, Eduardo destituiu os vice-líderes do PSL na Câmara para centralizar as decisões. Ao mesmo tempo, deputados bolsonaristas que tiveram suas atividades de bancada suspensas pela direção de Bivar foram ao Supremo para tentar reverter. Essa guerra tem manobras, vazamentos de áudios e até xingamentos nas redes sociais. Por trás de tudo isso tem, por exemplo, o controle sobre dinheiro de fundos, administração de cargos e condução da agenda do governo. Em viagem ao Japão, o Presidente Bolsonaro defendeu a decisão de suspender a indicação de Eduardo para a embaixada do Brasil nos Estados Unidos: disse que é hora de “catar cacos”. O jornalista Marcus Madeira, editor do Blog do Madeira, fala de um trunfo mal aproveitado, em meio a tanta briga. Foto: José Cruz/Agência Brasil