
Você certamente já ouviu dizer que o Brasil é o celeiro do mundo. E é mesmo. Nosso agronegócio produz cada vez mais. Porém, há um paradoxo: como o nosso país alimenta 1 bilhão de pessoas pelo mundo e conseguiu ultrapassar a marca de 10 milhões de famintos aqui, “dentro de casa”? Em participação no Jornal de Vanguarda desta segunda-feira 28, o economista Marçal Serafim Cândido: especialista, mestre e doutor em Controladoria, disse que a solução está mais perto do que imaginamos, com o poder público local. O IBGE diz que a fome é alarmante no Brasil, principalmente na zona rural. Os dado são de 2017 e 2018, mas, certamente, a situação é pior agora, por causa da pandemia. Outro dado assustador: a Pesquisa de Orçamentos Familiares, do IBGE, divulgada em 17 de setembro, mostra que 10,3 milhões de brasileiros passavam fome durante o levantamento, fora as pessoas em situação de rua. E, ainda, 5,1% das crianças com menos de 5 anos e 7,3% das pessoas com idade entre 5 e 17 anos não têm o que comer regularmente; às vezes fazem uma refeição fraca por dia. Marçal Serafim Cândido diz que é preciso adotar iniciativas práticas com urgência, especialmente em relação às crianças e adolescentes. Foto: População de rua ficou de fora do estudo (Imagem de Leroy Skalstad por Pixabay)