
Os sistemas de saúde no Sul e Sudeste já apresentam sinais de colapso. Em algumas capitais, como Rio de Janeiro e Curitiba, há filas de pacientes em busca de uma vaga em UTIs. No Rio, pesquisadores alertam para as mortes de doentes em casa. Significa que infectados não estão conseguindo ser atendidos pelos hospitais. A alta nas internações também tem afetado os hospitais particulares, que voltaram a reduzir cirurgias eletivas para centrar os esforços no tratamento de pacientes com o novo coronavírus. Nesta sexta-feira 4, o Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Varginha (CMSV), advogado Cláudio Miranda Souza, contextualizou o cenário para a realidade local e regional, e o Diretor do Instituto Rede Pesquisas, sociólogo Renato Clepf falou de uma pesquisa sobre como o varginhense imagina que estará daqui a 12 meses, diante da pandemia. Com um total de 6,5 milhões de infectados e mais de 175 mil mortes desde o início da pandemia, o Brasil voltou a registrar nos últimos meses de 2020 um aumento nos indicadores da doença. Especialistas evitam falar em segunda onda porque o país nem chegou a sair da primeira, mas caracterizam o avanço como um repique. Desde junho, estados e prefeituras vêm flexibilizando as regras de isolamento. A retomada de atividades não essenciais, como bares e restaurantes, e o cansaço da população com as quarentenas, especialmente entre os mais jovens, são apontados como motivos para a nova expansão da doença. Existe um temor de que as comemorações de Natal e Ano Novo causem uma explosão de casos no Brasil, mesmo que estados e prefeituras tenham cancelado eventos públicos. Foto: Agência Brasil