
Com a pandemia, muitos novos hábitos vieram pra ficar. E nas escolas, uma dessas novidades é no ensino. Depois da crise, escolas deverão adotar revezamento de aulas presenciais e conteúdos online. Turmas grandes serão coisa do passado, inclusive por falta de espaço. Documento elaborado pela Federação Nacional das Escolas Particulares indica a adoção do revezamento de turmas: enquanto uma parte assiste a aulas presenciais, outra participa de aulas online. Na semana seguinte, as turmas se revezam. Já há experiências assim em andamento na Itália e na China. No Brasil, algumas cidades já autorizaram o retorno das aulas presenciais, porém, as escolas particulares irão decidir quando as aulas voltam ao normal. Não há previsão de quando isso possa acontecer em grandes cidades, com mais casos de coronavírus. Em Varginha, nas escolas públicas do município, a Prefeitura está com um sistema pronto para iniciar aulas pela internet, porém, aguarda normativas do Governo do Estado. A secretária de Educação, Elaine Biancasteli, disse ao Jornal de Vanguarda que, de fato, está finalizando a elaboração do sistema, em sintonia com o Conselho Nacional de Educação, e que aguarda parecer jurídico, antes de iniciar o processo. A secretária preferiu não gravar entrevista, por enquanto. A Federação das Escolas Particulares diz que muitos pais não se sentirão seguros para mandar seus filhos para a escola mesmo após a liberação do ensino presencial. As escolas deverão continuar oferecendo aulas a distância. A FENEP diz que alunos e funcionários com qualquer tipo de quadro viral precisarão ficar em casa e manter uma quarentena de 14 dias; funcionários do grupo de risco -- idosos, grávidas, hipertensos, por exemplo --, deverão continuar afastados do trabalho presencial. Para a Federação, as atividades presenciais devem ser realizadas em espaços abertos ou amplos, para permitir o distanciamento. No colégios, faculdades e universidades, todo o protocolo de limpeza e desinfecção deverá ser reforçado. Os alunos precisarão levar máscaras, calçados extras e sua própria toalha de mão. Ou seja, tantas exigências que será mais produtivo ampliar a oferta de conteúdos online e só realizar atividades presenciais quanto elas forem indispensáveis. Em participação ao vivo no Jornal de Vanguarda desta quinta-feira, o professor Paulo Roberto Souza, da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), campus Varginha, Paulo Roberto Souza, comentou o cenário, e sugeriu o uso da TV pública local para levar aulas a distância a uma minoria de excluídos digitais que corre o risco de ser prejudicada. Imagem de Tumisu por Pixabay