
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ontem (7), após reunião com empresários em Brasília, que manter as medidas de quarentena por mais tempo levará a um colapso econômico e à desorganização social. Guedes foi além: pode começar a faltar produtos nas prateleiras. A reunião foi entre empresários e o presidente Jair Bolsonaro. O presidente é abertamente defensor do relaxamento da quarentena e da reabertura da economia. No início da quarentena, a população correu aos supermercados e fez compras em quantidades maiores do que o necessário. Isso gerou falta de alguns itens. Além de desabastecimento, a corrida aos supermercados elevou o preço dos alimentos, encarecendo o custo de vida em um momento em que a população sofre com desemprego e está sem dinheiro. No início do isolamento social, indústrias e varejistas disseram que não era preciso fazer estoque de comida em casa, pois não faltariam produtos. O Brasil tem 98 mil supermercados, segundo a ABRAS, associação do setor. A entidade garante que o abastecimento está normal e os estoques estão sendo repostos. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, também garante que o abastecimento de alimentos não corre riscos. Em análise exclusiva para o Jornal de Vanguarda desta sexta-feira 8, o Professor Dr. Pedro dos Santos Portugal Júnior (Grupo de Estudos Econômicos do Sul de Minas [GEESUL); Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS-MG) e do Levante Sul de Minas, falou em retórica política, a necessidade de ter cautela nas declarações e que não há risco de desabastecimento. Imagem de CYNICALifornia por Pixabay