
A mobilidade dentro e fora de casa possibilita uma vida ativa, com propósito e significado na velhice. A pandemia de covid-19 impõe enormes desafios para toda a sociedade. E as pessoas idosas estão sendo altamente afetadas, não só por terem maior risco de desenvolver as formas graves da doença, mas pelas recomendações de distanciamento e isolamento social. A restrição da mobilidade nos espaços de vida, em particular fora de casa, leva a uma diminuição do nível de atividade física e resulta no comprometimento da capacidade funcional, dificulta o manejo das doenças crônicas e aumenta o risco de fragilidade. Um estudo multicêntrico sobre o tema envolve pesquisadores de diferentes universidades brasileiras em uma rede denominada Remobilize (Rede de Estudos em Mobilidade no Envelhecimento. Por meio de questionários online e de entrevistas por telefone, o grupo pretende reunir dados capazes de melhorar as condições de vida deste público durante e após a pandemia. A professora Mônica Ferreira (foto), coordenadora do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS-MG) integra e grupo e falou ao Jornal de Vanguarda desta quinta-feira 28. Mônica considera positivo o engajamento alcançado até agora e orienta os interessados em participar.