
Todos os avanços tecnológicos e apoios governamentais que os Estados Unidos têm para a ciência não impressionaram tanto a geneticista brasileira Mayana Zatz quanto o preconceito que sofreu quando realizou seu pós-doutorado no país norte-americano. “A única vez na minha vida que eu me senti discriminada como mulher cientista foi quando eu fiz meu pós-doutorado nos Estados Unidos”, disse em entrevista ao programa Bem Viver desta quarta-feira (6). Zatz é atualmente uma das responsáveis pelo laboratório do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP), onde realiza pesquisas no campo de células-tronco. No início dos anos 2000 ela foi uma das personalidades mais relevantes no debate sobre os estudos a respeito de células tronco no Brasil. Na mesma época, ela exerceu o cargo de pró-reitora de pesquisa da USP de 2005 a 2009. Membra da Academia Brasileira de Ciência há quase 30 anos, Zatz cobra mais investimentos na ciência, embora comemore que o negacionismo científico endossado durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esteja indo embora. “Sem dúvida melhorou muito, mas ainda há muito para melhorar. Como eu falei, a gente precisa de muito mais investimentos”. Ficha técnica: 06-03-24 – PROGRAMA BEM VIVER Veículo – Rádio Brasil de Fato Tempo: 01:00:00 Apresentação: Lucas Weber Roteiro: Daniel Lamir Edição e Produção: Daniel Lamir, Douglas Matos e Mariana Lemos Trabalhos técnicos: André Paroche, Lua Gatinoni e Adilson Oliveira Supervisão de reportagem: Rodrigo Gomes Direção de programas de Áudio: Camila Salmazio Coordenação de Rádio e TV: Monyse Ravena Direção Executiva: Nina Fideles Agradecimento: Equipe de Jornalismo do Brasil de Fato