
Em 21 de junho é lembrado o Dia Nacional de Controle da Asma, uma das principais doenças crônicas que acomete as vias respiratórias e o pulmão. Sintomas como tosse frequente, falta de ar e chiado ao respirar são os mais comuns e podem aparecer juntos ou isoladamente. Para evitar as crises, é importante tomar alguns cuidados, como manter os ambientes sempre limpos, livres de ácaros, mofo e poeira; não fumar e não ficar perto de pessoas que fumam; deixar a casa aberta durante o dia para que entre sol e consultar um médico sempre que perceber alguma alteração no quadro clínico. Como a doença é crônica, não existe possibilidade de cura. No entanto, devido às alterações hormonais, quando a asma é leve na infância, em 50% dos casos ela desaparece na puberdade ainda que a pessoa não tenha sido tratada adequadamente. Asma e Covid-19 Apesar de todas as limitações da pandemia, é essencial que os asmáticos sigam à risca o tratamento definido pelo profissional de saúde. Embora não haja consenso entre os cientistas se a asma é ou não comorbidade para o covid-19, muitos dos sintomas da doença, como tosse, falta de ar e dor no peito, podem ser confundidos com os sinais produzidos pelo novo coronavírus e isso dificulta o diagnóstico. Para piorar, as crises de falta de ar costumam exigir idas ao pronto-socorro — locais que, na atual conjuntura, representam um altíssimo risco de infecção pelo coronavírus. Diante de tudo isso, é ainda mais importante continuar tomando os remédios, segundo a orientação do médico que acompanha o caso. Por esse motivo, é de suma importância que os asmáticos redobrem os cuidados com o coronavírus e se protejam evitando aglomerações, lavando as mãos sempre que possível, não deixando de usar máscaras e se vacinando quando chegar o momento. Tratamento O tratamento é integralmente oferecido pelo SUS e tem o objetivo de diminuir a inflamação causada nas vias respiratórias. Os medicamentos para tratamento de asma, na maioria dos casos, são distribuídos gratuitamente aos usuários por meio do programa Farmácia Popular. Para retirar os medicamentos, o cidadão deve se dirigir a uma farmácia popular ou uma farmácia comercial com a identificação do programa “Aqui tem Farmácia Popular”, e apresentar o documento de identidade com foto, CPF e receita médica dentro do prazo de validade (120 dias). A receita pode ser emitida tanto por um profissional do SUS quanto por um médico que atende em hospitais ou clínicas privadas. Nos casos em que há evolução do quadro do paciente, se houver necessidade clínica, é possível ainda obter a complementação do tratamento com medicamentos do chamado Componente Especializado da Assistência Farmacêutica. Através do qual, após diagnóstico e prescrição correta, a rede pública de saúde oferece também de graça outros medicamentos, os quais devem ser retirados nos serviços estaduais, responsáveis pela dispensação dos mesmos. Mais informações e fontes consultadas para este episódio em @saudavel.uff no Telegram (https://t.me/saudaveluff). Siga @saudavel.uff para ficar por dentro das novidades e, caso tenha alguma dúvida, deixe a sua mensagem aqui ou em Fale Conosco (urmlab.tech/contatosaudavel). Produziu e participou deste episódio Natali Tardin (https://instagram.com/natalitardin), acadêmica de Farmácia da Universidade Federal Fluminense, sob supervisão do prof. Ranieri Camuzi (https://instagram.com/ranieri.camuzi).