
Episódio 21 - 20 Abril 2022 Quem se cruza com a Sara lhe adivinha as virtudes, os sonhos, o talento imenso e as qualidades. Aliás ela é uma mulher de muitas paixões e outras tantas emoções. É uma jovem cheia de projetos na área do teatro e não só. Uma revolução traz palavras novas. O vocabulário que usamos reflete também um tempo, as questões sobre as quais pensamos, que dominam a nossa vida. Por exemplo: a palavra empreendedor não tinha cabimento, ou tinha seguramente outro significado quando a Sara nasceu, há 24 anos. A preocupação com o ambiente parecia tão longínqua quanto Marte. E Marte, o espaço, a galáxia eram, de facto, uma outra galáxia. O que é novo: o vocabulário, as possibilidades, a cultura, o modo de trabalhar e a facilidade de viver entre representar e encenar uma peça de teatro. Parece que o futuro já chegou. E para Sara Masqueiro chegou ainda no secundário onde se interessou por fazer teatro. O bichinho ficou e não sai! Apaixonada por livros e por teatro. Escreve desde os 12 anos e faz teatro desde os 17 anos. Diz que é amadora mas de amadora nada tem. Tem um medo terrível de abelhas mas não tem medo do palco, porque “se fizer merda pelo menos não fui eu que paguei para ver isto”. Palavras da Sara Masqueiro que, na verdade foi um erro humano, porque era para se chamar Sara Machuqueiro, mas a senhora do registo teve alguma dose de criatividade e inventou um novo apelido! Começou a fazer teatro mais a serio no Grupo de Teatro do Instituto Superior Técnico, após uma formação no Teatro O Bando, em Palmela. Durante as festas do Pinhal Novo de 2017, enquanto aguardava por umas amigas comprarem caipirinhas reparou pela primeira vez na entrada do Teatro Artimanha (sim, a Sara nem sabia que havia grupos de teatro no Pinhal Novo) e como estava triste que o grupo onde estava não tinha atividades durante o verão, e decidiu experimentar. No dia seguinte ligou para o número que havia na janela. Acho que é fácil imaginar com quem falou. Foi o Rui Guerreiro que a atendeu e a recebeu. O resto é alma. Entrou. Representou e já encenou três peças. A última em Abril: Fábrica de Matar Baleia, onde mostrou toda a sua estrutura para ir bem longe. Pretendo manter os dois lados, isto é, tanto participar em peças enquanto atriz quanto enquanto encenadora, porque gosta muito de ambas.