
O pertencimento ao povo de Deus não é definido por aparência, costumes, denominação, conhecimento bíblico ou intensidade das práticas religiosas. Paulo mostra que os sinais externos não são capazes de produzir o povo de Deus nem determinar quem está dentro ou fora da família da fé. Antes de Cristo, os gentios estavam longe, separados da comunidade de Israel, estranhos às alianças da promessa, sem esperança e sem Deus no mundo. O problema não era simplesmente a ausência de uma marca religiosa, mas a ausência de Cristo e da realidade da aliança com Deus. Mas agora, em Cristo Jesus, aqueles que estavam longe foram aproximados pelo seu sangue. É o Evangelho que dá segurança a quem se sente excluído e confronta o orgulho de quem transforma costumes, doutrinas secundárias e diferenças culturais em barreiras para a comunhão. Em Cristo, recebemos uma nova identidade e passamos a fazer parte de uma família que atravessa culturas, gerações e diferenças. Não somos unidos porque somos iguais, mas porque fomos aproximados pelo mesmo sangue; somos corpo e família pela graça de Cristo.