
Única brasileira designada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para participar dos estudos de vacinas contra a Covid-19, a médica infectologista e epidemiologista Cristiana Toscano, da Universidade Federal de Goiás, falou sobre a rotina em busca de um alívio para a angústia planetária. Os comitês aos quais a pesquisadora está inserida buscam dar um contorno do possível a estudos que, por enquanto, estão no campo das hipóteses. Na OMS, esses grupos identificam estudos que já estão em fase clínica, ou seja, testados em humanos, e imaginam como aplicá-los em massa. Isso passa por definir doses, reforços, grupos passíveis de serem testados e estratégias de cobertura. Os esforços somados permitem que uma vacina, que em tempo normal leva 10 anos para ficar disponível, possa imunizar a população já a partir do fim desse ano. É sobre essa rotina, tão fascinante quanto complexa, que Toscano conversou com as editoras Silvana Bittencourt e Gabriela Lima, em novo episódio do Coronavírus Sem Mistério, projeto temporário em áudio do jornal O POPULAR.