
A professora pega o desenho da minha mão. ─Nossa, tá feio isso aqui, você usou as cores todas erradas ─ ela diz alto. Eu tinha apenas 7 anos. Desde aquele dia, tive medo da minha criatividade. CRÔNICAS DA VIDA CRIATIVA A criatividade é um animal selvagem. É mais fácil assustá-la do que domesticá-la. Crianças passam por situações semelhantes a que eu vivi, todos os dias. Seja na escola, em casa ou na empresa sempre há palavras que arranham a nossa autoestima. Claro que não vivemos apenas de elogios, mas o processo de exploração e descoberta é um rito de passagem, uma metamorfose. Tudo é muito frágil quando abraçamos a coragem de ir por caminhos novos. Se uma criança pinta o céu de rosa ou uma árvore de azul, o que ela espera não é aceitação apenas, mas provar que consegue pensar por conta própria e que tem coragem pra isso, mesmo que inconscientemente. É a mesma coisa quando um adulto busca resgatar a sua criatividade e enfrentar antigos medos, na tentativa de ser uma pessoa melhor e um profissional mais eficiente. Crescemos com muita gente tentando nos “ensinar” como as coisas devem ser, sem espaço para experiências genuínas de aprendizado, quando a criança se permite criar a sua própria versão da realidade e manter viva e livre a sua criatividade. Escolas e empresas crescem e evoluem quando valorizam a opinião das pessoas que questionam o que está pronto, e dividem suas descobertas com outras pessoas. A criatividade é um animal selvagem. Ela se aproxima sorrateira quando cria confiança, mas foge ao menor barulho. Esses sons são a crítica de outras pessoas. Devemos aprender a lidar com isso, porque a criatividade é filha das nossas emoções. E se elas não estiveram equilibradas é impossível criar inovação. *** Quer saber mais sobre Criatividade e Habilidades para o Futuro? @barterwilliam ou aqui linktr.ee/barterwilliam #sensibilidade #comunicação #interação #inovação #socioemocional #arte #educação #criatividade #imaginação #vulnerabilidade #futuro #carreira #habilidadesparaofuturo