
E se a mídia e os tribunais atuassem como cúmplices no julgamento moral das vítimas de feminicídio? Neste episódio documental, cruzamos quase cinco décadas de história para analisar os cruéis assassinatos de Ângela Diniz, em 1976, e Lorenza de Pinho, em 2021. O roteiro expõe como a absurda tese da "legítima defesa da honra" e a espetacularização midiática culparam as vítimas — seja pela liberdade sexual nos anos 70 ou pela saúde mental nos anos 2020. Discutimos os marcos jurídicos que mudaram o Brasil, como a ADPF 779, que baniu definitivamente a defesa da honra, e o Tema 1.412, que ampliou a proteção para além do lar. Um manifesto provando que lembrar é um ato político.O Caso de Ângela Diniz e Lorenza de Pinho na Voz da Sociedade.