
As preocupações em torno da COVID-19 e indicadores pessimistas levaram a uma queda da bolsa de valores brasileira nesta segunda-feira (22). O Bitcoin segue apontando para correção, após a rejeição dos US$ 60 mil. Na sexta-feira, o IBOVESPA teve alta de 1,21%. Hoje, o índice reverteu, com recuo de 1,07%. O dólar subiu, terminando o dia cotado a R$ 5,51. Pelo Brasil, o avanço desenfreado da COVID-19 e a falta de ações do governo federal estão levando ansiedade aos investidores. Nos indicadores, a estimativa da inflação sobe mais uma vez, para 4,71%, e os ganhos do PIB recuam para 3,22%. Lá fora, os Estados Unidos veem os títulos do tesouro reduzirem ligeiramente seus rendimentos para 1,7%, em dia de pronunciamento do presidente do Banco Central e da Secretária do Tesouro. Na China, a política monetária se manteve, em concordância com a análise dos economistas. A queda de 15% na moeda local da Turquia, impactou o mercado internacional, após a demissão do presidente do Banco Central do país, e a possibilidade de troca abrupta da política econômica. Já o Bitcoin vive um dia de correção, após a rejeição dos US$ 60 mil no final de semana. No domingo, a criptomoeda de referência buscou uma mínima de US$ 55,1 mil, depois que viu a rejeição dos US$ 60 mil. Uma recuperação, porém, levou o ativo para os US$ 58,1 mil, na noite de ontem, seguida de uma forte queda. Em uma nova subida, a moeda digital testou os US$ 58,5 mil, onde também apontou correção. Agora, o Bitcoin é comercializado a US$ 54,4 mil. No Brasil, a média de negociação é de R$ 308 mil. As incertezas que permeiam o cenário macroeconômico e os altos rendimentos dos títulos do tesouro norte-americano estão mesclando a atenção dos investidores entre o Bitcoin e ações de risco, principalmente as de tecnologias, e os papéis do governo. Segundo os analistas da Cryptal Digital, esses movimentos dificultam a retomada da alta do mercado financeiro tradicional e do setor cripto. Mesmo neste panorama, dados on-chain ainda apontam para alta do Bitcoin. Nossa equipe destaca que o processo de acumulação do ativo fora das exchanges está em seus níveis recordes. Detalhe para carteiras de longo prazo que, mesmo com o nível dos US$ 60 mil, ainda não se interessaram em vender seus ativos, como apontam os gráficos da CryptoQuant. Nas métricas do dia, o suporte do Bitcoin desce aos US$ 52,3 mil, e a resistência fica nos US$ 54,7 mil, segundo o indicador de Fibonacci, em um tempo gráfico de 24 horas. A média móvel exponencial de 20 períodos deixou de ser um suporte secundário, pelo menos no momento. O RSI desce aos 51%, com o mercado bastante equilibrado. O MACD, por fim, intensifica a distância, após o cruzamento para baixo de suas linhas. Essa foi a análise desta segunda-feira da equipe Cryptal Digital. Veja outras análises em nosso WhatsApp e no canal do SoundCloud. Acesse também nosso Blog para conferir todas as novidades do mundo cripto. E siga a gente nas redes sociais para acompanhar o trabalho de nossos especialistas!