
Vendo Minh’alma! Vendo minh’alma, sim a vendo! Diante de tanta dor, de tanta ceifa, a vendo! Meu corpo até colocaria no prego, penduraria Porém corpos são materiais, não duraria A alma sim, tem valor, a vendo! Dela vem toda vontade e todo desejo Fonte de um quiasma que não vejo Vendo minha alma, sim a vendo! Vendo a vida como está, a vendo! Não é por mal, apenas quero que vá Não veem como as coisas estão por cá Digo uma única coisa, a vendo! Espera, quero me escutar: Vendo minha alma, a vendo! Não, como posso pendurar meu sopro, o que está havendo? A fonte do desejo e da vontade não tem valor Não, não vendo minh’alma, vendo meu amor! Esse sim pode ser comprado: Qual é seu valor? Não pode ser pago em dinheiro, mas em calor! Calor da reciprocidade, da cumplicidade: é amor! Vendo o valor da minh’alma não a vendo, vendo amor!