
Supremo Tribunal Federal, Palácio do Planalto e Congresso Nacional promovem eventos para marcar um ano dos ataques às sedes dos três poderes, em Brasília. A cerimônia em defesa da democracia começa com discursos do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e da ex-presidente Rosa Weber, exibição de documentário da TV Justiça e inauguração de exposição sobre os ataques de 8 de janeiro. Barroso diz que a data foi "derrota do espírito" e defende "verdadeira pacificação" do país. A sessão solene no congresso terá discursos dos presidentes da república, do Senado e do STF, e a presença de ministros e comandantes militares. As ausências mais sentidas devem ser as do presidente da Câmara, Arthur Lira, e de governadores de partidos de oposição, incluindo o de São Paulo, Tarcisio de Freitas. Eduardo Leite é o único governador da região sul a confirmar presença. Embora a ausência dos governadores de direita ressalte a divisão no país, o repúdio à tentativa de golpe segue generalizado. Pesquisa Genial/Quaest aponta que 89% dos entrevistados condenam os ataques de 8 de janeiro. Mesmo entre os eleitores de Jair Bolsonaro, a desaprovação chega a 85%. Há exatamente um ano uma turba, sob o olhar complacente das forças de segurança, invadiu e depredou as sedes dos três poderes, no mais grave ataque às instituições democráticas brasileiras desde que os militares deixaram o poder. Para muitos, foi uma tentativa abortada de golpe de estado. Mais de 1.300 ações foram abertas no STF contra acusados de envolvimento nos ataques, 30 réus foram condenados e outros processos estão em curso. E é sobre isso que vamos conversar hoje. Ao debate! CONVIDADOS: - LUIZ PHILIPE FERREIRA DE OLIVEIRA, ADVOGADO CONSTITUCIONALISTA. -FERNANDO CASTELO BRANCO, ADVOGADO, PROFESSOR DA UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI, A URCA, E INTEGRANTE DA COMISSÃO DE ESTUDOS CONSTITUCIONAIS DA OAB. - PLÍNIO BORTOLOTTI, JORNALISTA DO O POVO. APRESENTAÇÃO: MARCOS TARDIN.