
Como quase todas os fatos interessantes de uma vida, o encontro com o Cunha, foi fortuito e estonteante. Imagina encontrar num estacionamento, que já foi um glorioso cinema, um antigo frequentador, que hoje, tem naquele espaço uma relação de trabalho. Isso mesmo, Cunha trabalha no mesmo estacionamento, ou melhor no mesmo cinema que ele frequentava quando moço. As lembranças se confundem... Hoje onde impera os carros, fileiras e fileiras deles em 1957 desfilavam moças e rapazes, música, orquestra, pipoca e todo o flerte tradicional das salas de espera. Mesmo no abandono, ainda é possível sentir os lampejos mágicos das noites de estréia no Cine Paissandú.