Este não é um ensaio teórico sobre a situação do pardo no Brasil. Esta é uma reflexão afetiva, com um monte de materialidades da sociedade brasileira, é verdade, mas que servirão como contexto para o que de fato interessa aqui: os afetos que rondam o miscigenado. Pretendo discutir aqui como a ideologia da democracia racial brasileira, diretamente vinculada aos projetos de embranquecimento da população, pauta diretamente o desenvolvimento afetivo daqueles que estão sob o jugo destas estruturas.
Ademais, é possível comparar a racialidade no Brasil com outros países? O que torna o pardo daqui diferente do pardo estadunidense? E o mais importante: Como o pardo brasileiro se relaciona com espaços da branquitude? E nos espaços racializados? Não sei se consigo responder todas estas perguntas, mas este episódio visa nomear um pouco mais do porque e como estas relações se dão.