![#46 - O pós-guerra e os alegados criminosos nazistas no Brasil [com Bruno Leal]](https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/7e82b2bf0b429370cfd076401f5b2d9b.jpg)
🎙 A seus postos, Aliança Rebelde! Está começando mais um Desnazificando, seu podcast quinzenal realizado pelas coordenadoras do NEPAT, o Núcleo Brasileiro de Estudos de Nazismo e Holocausto. No episódio de hoje nós vamos trazer para vocês uma novidade quentíssima relacionada a um dos assuntos que mais vendem revistas de história no Brasil: a presença de colaboracionistas e criminosos nazistas no Brasil do pós-guerra. O tema sempre serviu como matéria-prima para filmes, documentários, livros e principalmente reportagens, que construíram a ideia de que o Brasil foi um “paraíso” para o refugo do derrotado regime nazista. Em fevereiro de 2019, o tema voltou com tudo depois que a imprensa brasileira noticiou que Henrique Fonseca de Araújo, pai do ex-chanceler do governo Bolsonaro, Ernesto Araújo, dificultou a extradição de um nazista chamado Gustav Wagner, responsabilizado pela morte de mais de 200 mil pessoas durante a Segunda Guerra Mundial. O caso aconteceu em 1978, quando o pai Araújo ocupava o cargo de Procurador-geral da República. Além de Gustav Wagner, o Brasil foi destino escolhido por outros criminosos nazistas, casos, por exemplo, de Joseph Mengele e Franz Stangl. Durante muito tempo, a historiografia manteve-se afastada do debate sobre colaboracionistas e criminosos nazistas no Brasil. Mas isso vem mudando. Nos últimos anos começaram a surgir trabalhos acadêmicos que se debruçam sobre essa importante parte do passado brasileiro. O nosso convidado de hoje é o professor Bruno Leal Pastor de Carvalho, autor de um desses trabalhos. O Bruno, que é professor da Universidade de Brasília e fundador e editor-chefe do Café História, o maior portal de divulgação científica de História do país, analisa o chamado “Caso Cukurs”, ocorrido nos anos 1950. O Bruno participou de uma das mesas do nosso evento internacional “O que resta da suástica: nazismo, negacionismo e memória” e veio conversar com a gente sobre o seu novo livro “O Homem dos Pedalinhos. Herberts Cukurs - a História de Um Alegado Criminoso Nazista no Brasil do Pós-Guerra”. Tem muita fritação boa por aí, hein, gente! Vamos lá?