
Inpirades no trabalho do ilustrador e grafista polonês, Pawel Kuczynski que traz em suas imagens o sarcasmo e a ironia amarga fazendo uma contundente crítica social, leituras como “O amanhã não está a venda de Ailton Krenak e estudo de peças radiofônicas, os estudantes de dramaturgia e sonoplastia trazem as próximas narrativas sonoras. Cena 1 - “Sons de desejos” - Cadu atarefado com sua rotina de trabalho em casa no período de isolamento social, começa a sentir efeitos da pandemia em sua vida. Usando o som como refúgio para se conectar com a natureza e aliviar a fadiga mental. Cena 2 - Equidistância Entre Buracos Raivosos - O preparo da refeição para muitos é um ritual, um ato de cuidado, que envolve energicamente alimento e alimentado. Para outros é um grito de desespero, que emerge da necessidade de acalmar os ânimos decorrentes da falta de nutrientes num corpo. E assim, um buraco e um homem se encontram cotidianamente, um atendendo ao chamado (grito) do outro, em uma sinfonia abafada pela miséria, que vez ou outra, ganha força o suficiente pra berrar que: nossos buracos não estão a venda.