
Dr. WLC, tudo bem que o homem ao alcançar o Iluminismo, sua possibilidade de compreender o mundo sem a necessidade da visão religiosa, o fez não só descartar a teologia como falsa ciência, como também decretou o fim da metafísica tradicional que foi taxada de irracional. Veja que a Filosofia passou a se ocupar de outras vertentes filosóficas, assim como as ciências sociais, que adotaram as perspectivas das religiões como fenômeno histórico-cultural. Baseado nisso eu pergunto: se o ateísmo não precisa dizer mais nada sobre esse debate sobre a existência de Deus, haja vista que está encerrado do ponto de vista filosófico, desde que Nietzsche decretou a morte de Deus, qual o sentido de o senhor como teólogo querer continuar impondo sua razão sobre uma profusão de assuntos, tais como o destino humano e a imortalidade da alma, se a Ciência moderna considera a morte como um buraco negro, ou sua lógica como filósofo, sobre o sentido da vida, a suposta existência de Deus e até mesmo a teologia da criação, mesmo sabendo que esse seja um passatempo de controvérsias vãs, cheias de concepções erradas e questões sem conhecimento conclusivo? Agora, se após a Idade das Trevas, quase todos os deuses eternos que saíram da obscuridade, foram enterrados no cemitério do esquecimento, não está claro que a sua teologia por ser incapaz de elucidar qual é a verdadeira resposta para as dúvidas que ela própria levanta, a torna tão irrelevante e principalmente semelhante à sua filosofia, que diz que não somos “nada” nessa vida efêmera, mas que futuramente seremos eternos no grande talvez, junto a esses deuses que morreram exatamente como nasceram e viveram por todas suas efêmeras existências: na imaginação do homem que o criou?