
Como ateu eu sei que duvidar não é errado, até porque errado é acreditar sem contestar, pois, se partirmos do princípio de que se a fé fosse um pressuposto conclusivo, lógico e racional como o senhor prega, o princípio da incerteza seria um bom mecanismo para validar a existência do seu Deus. Mas se questionar não significa não ter fé, o que leva um religioso a não se preocupar em propriamente saber para entender, por acreditar que sentir é muito mais importante? Se afirmações extraordinárias pedem provas empiricamente extraordinárias e o que é afirmado sem provas também pode ser refutado sem provas, o que o leva a sustentar em seu livro “Em Guarda”, que a existência do Deus bíblico não é apenas questão de fé, mas passível de prova lógica e racional, se podemos afirmar racionalmente que esse Deus não existe e que a minha prova é que não há provas lógicas? O senhor pode até discordar que “a única prova da existência” de Deus não seja só a bíblia e até mesmo tripudiar quem entende que o homem evoluiu de um ancestral comum aos macacos, por achar ser essa Teoria tão absurda, quanto crer que um sapo vire um príncipe. Mas se a bíblia fala também da existência de Dragões e Unicórnios, isso também pode ser uma prova lógica e racional da existência de oliveira (Jz 9:8), videira (Jz 9:13), arbusto, rocha (Êx 3:4), leão, peixes do mar (Jó 12:8), aves (Jó 12:7) falantes e até mesmo da Serpente e da jumenta falante de Balaão (Nm 22:21-30) mesmo eles não tendo cordas vocais? Acreditar nisso e tentar provar racionalmente a existência de uma entidade divina invisível, não lhe dá uma nítida sensação de que não esteja seguindo uma religião e sim um conto de fadas?