
Até entendo um místico não saber que Tiger Woods, “quanto mais treina, mais sorte ele tem”, já que o místico reza a vida inteira denotando falta de confiança em si próprio, ou nos desígnios do seu Deus, que por ser onisciente deveria saber do que ele precisa. Mas qual o sentido de se ter um pé de coelho no chaveiro, ou uma ferradura atrás da porta, se ferradura desse sorte, o pé coelho já vinha ferrado? Baseado nisso, será que as pessoas não percebem que um “cara pintada” dançando para as nuvens para que chova, um “cara pálida” orando para que o Sol nasça no dia seguinte, ou um supersticioso “cara de pau” que tem o poder de obter o que precisa sem necessidade de oração, portando um pé de coelho para lhe dar sorte, resulta na mesma proporção de pedidos atendidos? Parodiando uma frase de Isaac Asimov. Quando eu soube que a oportunidade bate à nossa porta, na hora eu pendurei uma ferradura na minha. Mas eu devo ser muito azarado, pois mesmo assim a oportunidade nunca bateu à minha porta. Às vezes eu acho que ela só bate, quando eu estou no fundo do quintal cultivando meus trevos de 4 folhas para os meus amigos Duendes exportarem para Irlanda. Mas não foi isso, eu acho que deve ser porque a casa que é azarada. Eu estava até pensando em vendê-la com os trevos e tudo mais. Mas aí eu consultei um amigo tarólogo, que leu minha mão, jogou os búzios e me sugeriu que saísse de casa e procurasse um emprego. Hoje “graças à Deus, digo: a aquele que não existe”, eu descobri que a sorte chama-se trabalho e que Deus só ajuda quem trabalha.