
Muitos místicos adoram dizer que cristãos desempregados, têm suas vidas mudadas para melhor por lerem a bíblia, ou por rezarem para Jesus enquanto procuravam emprego. Tudo bem que ateus são fechados para esse tipo de experiência espiritual, mas sejamos sinceros: você não acha que se um crente quer sua vida melhorada profissionalmente, ele tem é que estudar? Você pode até acreditar que rezar vai melhorar sua vida profissional, mas neste mundo moderno se você não estiver em constante processo de atualização, você vai é ficar desempregado por muito tempo enquanto reza. Diria um crente: mas é Deus que nos dá... ...esquece esse negócio de que é Deus que te dá, te ajuda a estudar e trabalhar. Se crescimento profissional dependesse de Deus, o Brasil como a maior nação católica do mundo, não teria uma das piores notas no ranking da Educação, um dos piores IDH e muito menos teria o terceiro maior sistema prisional do mundo. Isso é fato e o resto é crença. Próximo! Perguntar não ofende: você já viu alguém ser queimado, ou decapitado por não acreditar em uma lei da Física, ou em uma teoria da Biologia? Diria um crente: Não! Mas por que, corre perigo quem manifesta dúvidas sobre a sanidade mental dos profetas, ou sobre os ensinamentos que cada religião propaga segundo suas conveniências? Alguém já matou, ou foi morto por duvidar do movimento de rotação da Terra, ou da Lei da gravidade? Diria um crente: Não! Mas por que diariamente, se mata e morre em nome de um deus verdadeiro, que cada teísta julga ser o seu? Por que as pessoas que mais declaram amor a Deus, são as que menos amam o próximo e ou respeitam Suas leis? Porque em países religiosos, onde é correto acreditar no impossível e no invisível, é quase crime repulsar dogmas em troca de explicações racionais para o mundo que nos cerca? Tudo bem que uma pessoa religiosa pode até não saber que Jesus vive nas alturas e aprendeu andar sobre águas para fugir de seus algozes, e que nesse mundo cristão com pouca justiça, é perigoso se ter razão, fazendo nos concordar com George Gudjeff, de que “quando estivermos entre os lobos, uivemos como eles” e com John Morley, que “onde há o dever de prestar culto ao Sol é praticamente certo que seja crime examinar as leis do calor.” Mas porque os místicos que acreditam na necessidade da religião, não entendem que se uma proclamação pública repentinamente anunciasse a anulação de todas as leis criminais, que eles não teriam coragem de ir para casa sob a proteção das causas religiosas, provando que eles acreditam mesmo é na necessidade da polícia como bem observou Arthur Schopenhauer e H. L. Menck.