
Hoje eu quero falar sobre romantismo. Mas não aquele romantismo idealizado, de filme. Ou melhor… também ele. Porque a gente cresce assistindo às princesas da Disney, aprendendo que o amor vem com grandes gestos, finais felizes e alguém que chega pra salvar. E, no meu caso, isso também veio de casa. Cresci vendo meu pai tratar a mim e à minha irmã com cuidado, atenção, presença. Isso molda a gente. O audiovisual reforça muito essa ideia de romantismo. E não é que isso seja ruim. Mas, com o tempo, eu fui percebendo que romantismo, pra mim, vai além disso. Porque muitas vezes a gente recebe o mínimo, e fica feliz. E não porque é muito… mas porque fomos acostumadas a esperar pouco. Hoje, quando penso em romantismo, eu penso em parceria. Em estar com alguém que percebe quando eu tô num dia ruim e faz algo pra me animar. E em eu fazer o mesmo quando o dia ruim é do outro. Romantismo, pra mim, tá menos nos gestos grandiosos e mais na constância. Na presença. No cuidado real do dia a dia. Talvez seja menos princesa. E mais vida real.