
Essa narrativa é uma das mais chocantes dos evangelhos. Jesus estava muito cansado e foi para um lugar deserto. Ele estava exausto, não queria estar com pessoas. Precisava de um momento a sós. Saiu num barco com os seus discípulos, mas foi seguido por uma multidão de pessoas necessitadas. Imagine a humilhação daquelas pessoas. Elas corriam por terra, perseguindo Jesus naquele barco. Depois de navegar uma certa distância, quando desembarcou, viu Jesus uma grande multidão. E ao invés de se sentir agredido, roubado na sua tentativa de privacidade, se compadeceu daquelas pessoas. Jesus ficou com elas o dia inteiro, e quando já terminava o dia, o sol já estava se pondo, vieram os discípulos e disseram: “Este lugar é deserto, já é avançada a hora; por isso despede essa multidão para que, passando pelas aldeias, comprem para si o que comer”. Porém Jesus respondeu: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Os discípulos disseram: “Como iremos alimentar tanta gente?”. E Jesus lhes disse: “Quantos pães vocês têm? Vejam, avaliem”. As vezes nos sentimos impotentes, incapazes de fazermos alguma coisa por aqueles que sofrem. A pergunta, é: Quantos pães temos? Como podemos ajudar? Qual o nosso talento? Qual o nosso potencial? Deus é conosco! Eu quero orar com você: “Pai, Ajuda-nos a usarmos os nossos talentos e potenciais, para aliviarmos a dor do que sofre. Para realização da nossa missão humana e tua glória. Amém!” - Flávio Leite