
Hoje vamos falar sobre 2 Cor 11:16-33 e 12:1-6 onde Paulo fala de “seus sofrimentos por amor do evangelho” através de carta à Igreja de Corinto, que na época estava dando ouvidos aos falsos pregadores de falas eloquentes. Dos versículos 16 a 20, Paulo introduz o porquê de sua preocupação com a igreja, versículo 20: “De fato, vocês suportam até quem os escraviza ou os explora, ou quem se exalta ou lhes fere a face. ” Também deixa claro que não concorda com o discurso de comparação ou de vanglória ao narrar seus sofrimentos e jornada pelo evangelho, pelo contrário, ele menciona diversas vezes que o seu discurso não é algo que venha da parte do Senhor, mas sim de sua natureza humana para que ele possa expor sua autoridade, frente à preocupação com a igreja de Corinto. Podemos ver, por exemplo, no versículo 17 “O que digo, não o digo segundo o Senhor, mas como por loucura nesta confiança de gloriar-me. ” e versículo 21 “[...] falo como insensato [...]”. Assim, Paulo inicia expondo para a igreja, como dito antes, que já que os “falsos pregadores” se orgulhavam de seus vieses religiosos e por vezes se expunham com vanglória para a igreja, ele também descreveria e compararia sua trajetória cristã, que em nada era menor frente a eles. Paulo diz, versículo 22: “São eles hebreus? Eu também. São israelitas? Eu também. São descendentes de Abraão? Eu também. ” E nos próximos versículos segue citando sobre seu trabalho para Cristo, no versículo 23, sobre seus inúmeros sofrimentos, psicológicos e carnais, nos versículos 24 a 27, sobre o que enfrentava diariamente, no versículo 28, que diz: ”, Além disso, enfrento diariamente uma pressão interior, a saber, a minha preocupação com todas as igrejas. ” e sobre sua fuga de Damasco, versículos 32 e 33. Paulo tenta com esse discurso despertar a igreja, não para mostrar a si mesmo, mas por zelo, já que os falsos apóstolos se aproveitavam dela. Mas de qualquer forma deixa claro sua postura frente aos seus argumentos, versículo 30: “Se devo me orgulhar, que seja nas coisas que mostram a minha fraqueza. ” Os Coríntios viam a mansidão de Paulo como fraqueza e a altivez dos falsos apóstolos como poder. Então, nos versículos iniciais do capítulo 12, Paulo descreve sobre “um homem”, ele mesmo, arrebatado ao terceiro céu e lá ouviu coisas indizíveis aos homens. E no versículo 6 diz: “Mesmo que eu preferisse gloriar-me, não seria insensato, porque estaria falando a verdade. Evito fazer isso para que ninguém pense a meu respeito mais do que em mim, vê ou de mim, ouve. ”, deixando claro que ele também viveu muitas experiências, sofrimentos, perseguições, dores, e diversos percalços em sua vida, mas não as expõe com frequência, para que o povo não as considere mais do que a Palavra que ele proclama ou da vida que ele vive em Cristo. Nisso entendemos que Paulo, apesar de ressaltar sua jornada cristã, para ter voz frente aos falsos apóstolos que enganavam a Igreja, se mostrava incomodado em se vangloriar. Mas com sabedoria tenta mostrar que sua jornada cristã foi árdua e é firme, para que a igreja voltasse seus olhos novamente a Deus. Hoje, muito mais que alguns falsos profetas, somos colocados frente à televisão, rádios, redes sociais, que tentam tirar nosso foco de Cristo. Falas eloquentes, textos emocionantes e frases de efeito, por vezes nos enganam, levam nosso tempo e nossos pensamentos. Passamos a dar mais valor no exterior do que à vida cristã simples em sua essência.