
Quando Paulo foi preso em Jerusalém, Deus lhe disse querer que ele desse testemunho também em Roma (23.11). Portanto, era da expressa vontade de Deus que Paulo fosse a Roma. Mas, quando ele embarcou para esse destino, enfrentou terrível tempestade. Nem sempre estaremos na contramão da vontade de Deus por enfrentarmos tempestades. Quando estivermos passando por tempestades, Deus estará guiando-nos. Lucas registra a viagem de Paulo a Roma como testemunha ocular. Ele fez parte da caravana que saiu de Cesareia com destino a Roma. Uma leva de 276 passageiros embarcou para Roma. Dentre esses, alguns prisioneiros. Esses prisioneiros, diferentemente de Paulo, provavelmente já eram homens condenados à morte que seriam usados como vítimas humanas para entreter a população na arena romana. Paulo, um veterano em viagens marítimas, conhecendo os riscos da navegação pelas águas do Mediterrâneo nesse período do ano, aconselha a tripulação a não continuar a viagem, mesmo sendo aquele porto um lugar pouco apropriado para passar o inverno (27.9,10). O centurião, porém, não deu crédito à advertência de Paulo e, por orientação do piloto e do mestre do navio, com apoio da maioria da tripulação, decidiu prosseguir viagem até Fenice, porto da ilha de Creta, um lugar mais seguro, para então, ali passarem o inverno (27.11,12). Nas tempestades da vida precisamos estar atentos às placas de sinalização. A segurança de uma viagem depende da obediência à sinalização disposta no caminho. Desobedecer é entrar em rota de colisão e enveredar-se por caminhos de morte. Quando Paulo e seus companheiros de viagem embarcaram para Roma, a viagem parecia segura e tranquila. Era um bom navio, havia um comandante e marinheiros experientes. Os passageiros estavam em segurança. No entanto, logo que iniciaram a viagem, começaram a soprar os ventos contrários (27.4). Chegou a um ponto em que Paulo os admoestou, dizendo: ... Vejo que a viagem vai ser trabalhosa, com dano e muito prejuízo, não só da carga e do navio, mas também da nossa vida (27.9,10). Lucas relata: Mas o centurião dava mais crédito ao piloto e ao mestre do navio do que ao que Paulo dizia. O centurião deve ter pensado: Esse Paulo pode saber alguma coisa de Bíblia, mas não entende nada de mar. Assim, o centurião desprezou a advertência de Paulo e seguiu viagem. Não é seguro enfrentar as estradas da vida sem observar os sinais. Na viagem da vida precisamos buscar conselho e orientação daqueles que andam com Deus. Quem despreza conselhos sofre grandes danos. A maioria dos que estavam no navio decidiu partir, ignorando o conselho de Paulo. A maioria nem sempre está com a razão. A maioria nem sempre discerne a vontade de Deus. Seguir a cabeça da maioria pode colocar-nos em grandes encrencas. Cuidado com a maioria! A Bíblia afirma que largo é o caminho que conduz à perdição e são muitos que entram por ele. Pastor Valter Machado IEQ/sede