
A perseguição é o vento que atiça o fogo do Espírito; em vez de destruir a igreja, promove-a. O martírio de Estêvão provocou a perseguição; a perseguição desembocou na dispersão; e a dispersão redundou em evangelização, a morte de Estêvão provocou grande perseguição sobre a igreja do ponto de vista humano, aquele foi um dia tenebroso para os crentes, mas do ponto de vista de Deus foi o começo de uma grande revolução espiritual. Foi quando a igreja alargou suas fronteiras em direção aos confins da terra. Saulo além de castigar muitos crentes nas sinagogas, forçando-os a blasfemar por tortura, encerrava-os nas prisões e dava o seu voto quando os matavam. Deus continua no controle. A perseguição nunca destruiu a igreja; ao contrário, alargou suas fronteiras. A ação do Espírito Santo na igreja como vento faz com que a semente do evangelho se espalhe aumentando a colheita. Os cristãos em Jerusalém eram as sementes de Deus, e a perseguição foi usada por Deus para plantá-los em novo solo, a fim de que dessem frutos. A dispersão produziu poderosa evangelização. Deus transforma o agente da perseguição (Saulo) em parceiro da missão. Pode-se dizer que a perseguição foi necessária para levá-los a cumprir o mandamento de Jesus. Saulo prendia os crentes, porém, a igreja continuou crescendo com mais ousadia. Os imperadores romanos tentaram deter a igreja queimando os crentes e jogando-os nas arenas, porém, a igreja se multiplicou ainda mais. As perseguições japonesas e comunistas na Coreia do Sul não conseguiram destruir a igreja. Ao contrário, a igreja sul-coreana é uma das mais robustas e crescentes do mundo. Ninguém pode deter os passos da igreja. Ninguém pode calar sua voz. Prisões e fogueiras não podem impedir seu avanço. Os cristãos de Jerusalém eram as sementes de Deus, e a perseguição foi usada por Deus para plantá-los em novo solo, a fim de que dessem frutos. A evangelização não é um programa, mas um estilo de vida. O projeto de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, a todo o mundo, a cada criatura, em cada geração. Os apóstolos sozinhos não podiam ganhar o mundo. Cada crente, porém, tornou-se um missionário. Lucas relata: os que foram dispersos iam por toda parte pregando a Palavra. Estêvão se dedicou aos judeus em Jerusalém. Filipe foi um ganhador de almas. Ele foi a Samaria e impactou a cidade com o evangelho. Era um homem cheio do Espírito Santo, de fé e sabedoria. Pregava aos ouvidos e aos olhos. Investiu sua vida na mais nobre causa, a proclamação do evangelho. A evangelização exige investimento de dinheiro, tempo e vida. Precisamos entender que o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, e a igreja é a única agência do reino de Deus responsável por levar essa mensagem até aos confins da terra. Os samaritanos não se davam com os judeus, pois estes os desprezavam como povo. Para os judeus, os samaritanos eram hereges, mas o evangelho rompe barreiras e desfaz mágoas. A pregação foi endereçada aos ouvidos e as pessoas não só ouviam, mas também viam as coisas que Filipe fazia. Esse também foi o método de Jesus. O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Filipe pregava aos ouvidos e aos olhos. As pessoas não apenas ouviam dele belas palavras, mas também viam por intermédio dele grandes obras. Os samaritanos foram libertos de aflições físicas, controle demoníaco e, sobretudo, de seus pecados. O evangelho produziu salvação, libertação e alegria. Se a boa semente produz a trinta, sessenta e cem por um, por que hoje a semente não produz nem a um por cento? Os samaritanos que ouviram o evangelho e creram foram libertos de suas aflições físicas, da possessão demoníaca e, acima de tudo, de seus pecados. Paulo expulsou o espírito de uma moça escrava em Felipo e expulsou demônios quando ensinava e pregava em Éfeso do mesmo modo, Filipe expulsou demônios dos samaritanos.