
Sei que minha fala parece algo radical e perigoso, mas é sobre isso que quero pensar com você. A maioria das pessoas tende a ser parcial. Doam dinheiro, mas não o tempo. Se doam o tempo não doam todas as forças. Se doam as forças, não doam o coração, e por aí vai. Parece que sempre preservam ou guardam alguma parte. Veja o que diz o Salmo 103 no verso 1: "Bendiga, minha alma, o Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome." O salmista toca nesse assunto ao falar sobre seu desejo de que tudo nele glorificasse a Deus. Parece uma boa frase a se repetir, mas seria algo simples de viver? Com certeza não! A entrega total é exigente, nela você perde o controle de tudo. Se torna frágil, indefeso, completamente dependente. Quem gostaria de ficar assim? A dedicação parcial parece a melhor opção de vida, mas não é. Entregar tudo é sinal de maturidade, é entendimento claro de que não há outro caminho, é abrir mão do controle, é assumir que não somos capazes de conduzir bem nossa vida. Ninguém é obrigado a nada, muito menos a entregar tudo. Se você quer fazer isso, precisa ser uma decisão voluntária. Afinal, é sobre a sua vida que estamos falando.