
Nazaré, 20 de fevereiro de 2023 Passa hoje, precisamente, um mês sobre a morte do José Luís dos Santos Ferreira. Para além dos meus amigos de escola primária, foi das primeiras pessoas que decorei o nome completo. E não era para menos. Fundador da Rádio Nazaré, o Zé Luís era amigo do seu amigo. Um homem especial, um técnico de exteriores como houve poucos, um engenheiro eletrotécnico sem curso. Um grande adepto dos Nazarenos, uma das grandes bases da Meia-Maratona. Faleceu aos 72 anos, depois de uma vida de trabalho e de marcar muitas gerações. Nunca serei capaz de esquecer que foi ele que me levou no Fiat Uno cinzento dela para o primeiro relato da minha vida, nesta casa. Tinha 15 anos e 0 de experiência, mas ele sossegou-me ao longo de toda a viagem entre a Nazaré e Portalegre que em 1991, parecia interminável e criou-me todas as condições para que debutasse na rádio e não deixasse ninguém mal visto. Passa hoje, precisamente, um mês sobre a morte do José Luís dos Santos Ferreira e só lamento que não tenha sido possível fazer o tal jantar entre os nossos filhos, que, por sortilégios da vida, se viriam a tornar nos melhores amigos e a cometer loucuras como a de fazerem uma viagem pela Europa de carro. O desaparecimento do Zé Luís deixou a Rádio, a Nazaré, a família e os amigos muito mais pobres. Pelas circunstâncias em que aconteceu e por ele não ter podido gozar da reforma que tanto merecia. Mas fica o exemplo de um bom homem, que tocou muitas pessoas e inspirou tantos, especialmente a mim, a quererem ser melhores pessoas. Obrigado, Zé! Até sempre.