
Muitos atribuem ao amor dos pais o que há de mais puro, amável e santo na Terra, entretanto, por mias constrangedor que seja, uma observação se faz necessária. Amaríamos nossos filhos senão houvessem nascidos em nosso lar? Por exemplo, se a fecundação da sua filha ocorresse em um mês diferente, possivelmente ela não seria a filha que você tem. Ainda seria a sua filha, embora com um caráter e uma personalidade totalmente diferente. O fato de amarmos os nossos filhos, mesmo sendo totalmente diferentes, talvez revele que o que amamos é nossa prole, independente de quem seja, o senso de propriedade fala mais alto. A vida seria muito pior sem isso, porém, talvez nosso egoísmo seja a base de nosso amor, uma vez que não escolhemos amar os filhos. Parece que nosso egoísmo permeia, até nossas melhores intenções,