
Nem tudo pode ser ruim nessa vida, em meio a pandemia e a crescente desvalorização da vida humana em prol de interesses comerciais. Exercitar esse otimismo em relação ao futuro tornou-se uma tarefa complexa e que demanda intensa reflexão. Entrevistado: Luiz Ruffato Nascido em Cataguases, Minas Gerais em 1961, é filho de um pipoqueiro e de uma lavadeira de roupas. Formou-se em tornearia-mecânica pelo Senai e trabalhou como operário da indústria têxtil, pipoqueiro e atendente de armarinho durante a juventude. Graduou-se em Comunicação pela Universidade Federal de Juiz de Fora e trabalhou em diversos jornais até se mudar para São Paulo em 1990. Em 2003, abandonou a carreira de jornalista para se tornar escritor em tempo integral. Publicou diversos livros, entre eles Inferno provisório, De mim já nem se lembra, Flores artificiais, Estive em Lisboa e lembrei de você, Eles eram muitos cavalos e A cidade dorme, todos lançados pela Companhia das Letras. Suas obras ganharam edições em Portugal, Argentina, França, Itália e Finlândia, entre outros. Em 2016, foi agraciado com o Prêmio Internacional Hermann Hesse, na Alemanha. https://www.instagram.com/luizruffato/