
Hoje trago-te a reedição de uma conversa que eu e a Marcela tivemos em Julho do ano passado. Na altura, foi uma conversa de balanço do nosso projecto. Voltei a ouvi-la e decidi centra-la num dos tópicos que tende a surgir e intensificar-se neste período de férias: OS CONFLITOS (que podem agravar-se quando as famílias têm que se reajustar, acertar agendas e vontades para se organizarem em relação às suas férias e ao período não lectivo dos filhos). Nas palavras de Carl Alasko «Quando um conflito é gerido de forma correcta e num espírito de respeito mútuo, não faz com que as pessoas se afastem. Não aumenta a ansiedade nem o medo. Não alimenta inimizades nem o ressentimento. Para ser franco, faz exactamente o oposto. O conflito gerido correctamente aproxima as pessoas.» Mas para os gerir correctamente, é fundamental perceber que a maioria dos conflitos que surgem entre os pais separados ou divorciados são conflitos pessoais, “embrulhados” em argumentos de parentalidade; é fundamental compreender a sua natureza, o seu impacto e não nos deixarmos enredar. Conteúdos abordados: § A Parentalidade enquanto pretexto para a conflitualidade entre pais; § Conflito Parental vs Conflito entre Pais; § Os filhos de pais separados podem ter um bom desenvolvimento psicosocial; § A ausência de discussões pode não ser ausência de agressividade e toxicidade; § Os mitos enquanto limitadores de uma Parentalidade Não Conjugal consciente; § O papel dos profissionais enquanto facilitadores de Parentalidade Não Conjugal e Divórcios mais conscientes; § Os limites à coparentalidade e a diversidade familiar; § Um GUIÃO ou um GPS? Ouve, partilha e contribui para uma cultura de relações saudáveis, responsáveis e autênticas.