
"Agradadoras compulsivas tornam-se profundamente ligadas a se perceberem e se asseguram que os outros as percebam assim como pessoas agradáveis. Sua própria identidade é resultado de tal imagem. E, apesar da crença de que serem boazinhas as protegerá de situações incômodas com amigos e familiares, preço que pagam ainda é alto demais. Essa característica pode até cegá-la para o fato de que os outros estão explorando você. Além disso, manter uma fachada de agradabilidade o tempo todo previne que você demonstre raiva e insatisfação, não importando o quanto sejam justificáveis". Foi assim que a psicóloga Herriet B. Braiker ilustrou a sensação que nomeia o seu livro: Síndrome de Boazinha. Sabemos que "síndrome" é um termo que parte da patologização individual e não é esse o caso: é bem fácil perceber que, especialmente entre as mulheres, o desejo de agradar o tempo todo é um fenômeno coletivo. Ou vai dizer que você lida fácil com desagradar, seja quem você ama ou quem você mal conhece? A Stefani Ceolla, jornalista e uma das apresentadoras do Posfácio Podcast, é nossa amiga e compartilha com a gente desse processo de repensarmos o porquê das nossas decisões. Ela topou fazer parte da nossa terapia coletiva sobre dizer não, relações familiares, trabalho, ego e as diferenças entre ser má e bancar o nosso desejo. ------------------ APOIE O PODCAST! www.apoia.se/donasdaptoda ----- O Donas da P* Toda é um podcast independente. Produção, roteiro e apresentação: Larissa Guerra e Marina Melz. Edição e tratamento de áudio: Bruno Stolf. Todas as informações em www.donasdaptoda.com.br e @donasdaptoda. Vamos conversar? Larissa Guerra: @larissavguerra Marina Melz: @marinamelz Bruno Stolf: @brunostolf