Eu uso roupa de preto porque eu sou preto pra carái Do tipo que sai de casa e ninguém sabe pra onde vai Cidadão do mundo, de rolé em Miami Só peço a preta que me ame e um dia é nóix em Dubai O pai só abençoa porque o filho é dez de pé no chão, no tatami, style-street-class liga os fone de ouvido que um dia é funk e o outro é jazz assombrando os meninos tipo o monstro do Lago Ness ninguém entende o jogo, é flamengo ou botafogo ou põe fermento no meu bolo ou se ajoelhe aos meus pés tem quem enxergue a marra, mas não entende a garra repara que eu tô na farra e ignora o FIES Aos fiéis toda a consideração, vida eterna para os irmãos na batida do coração no revés tâmo de punho cerrado pra enfrentar os safados com bala de canhão. O mundo é meu porque eu posso voar O mundo é meu porque eu sou África O mundo é meu porque o mundo inteiro é diáspora Um dia eu tô nas nuvens, no outro estou mar adentro tem uns bicos que insiste que o estilo é coisa de momento moleque diz que eu não tenho, moleque aqui sobra talento moleque, são mais de 20 anos que o rap traz meu sustento faço rap desde quando dava cadeia moleque faço parte do bonde da Santa Ceia do rap tô na pista transformando Padawã em Jedi porque quem não sabe de onde veio, não sabe pra onde vai Aprendi que o pensamento agiliza cê sonha na segunda e na terça realiza feche os olhos que as coisas da vida “materializa” Ibiza tá logo aqui, tira a camisa. O mundo é meu porque eu posso voar O mundo é meu porque eu sou África O mundo é meu porque o mundo inteiro é diáspora