Os nego de sangue quente e barriga vazia acorda cedo sem medo de enfrentar o dia no corre desde moleque, sobrando pros click clack masclando chiclete e os parceiros tudo enrolando uns back to back no baile, as minas nós lia em braile no meu bonde de ronda só as cartas do mesmo naipe nem tinha skype pra marcar os rolé pra pegar as “mulher” nem portando uma low bike no nike, no adidas, no mizuno nem camaro, nem fiat uno juventude da sombra que assombrava o futuro nunca teve em cima do muro quando o assunto é o sistema só andava duro na rua se metendo em apuros a sociedade quem criou a juventude problema trinta anos passaram e eu tô aqui… então deixa eles vir Cotiano violento, veneno 100% Baixada Fluminense Juventude explosiva, sem expectativa cheia de canabis sativa, fazia a festa rolar de bar em bar, longe das zica, os moleque era pica, e as minas se identifica com o que eles tem pra falar se calar consente, mas se não errar não aprende e sente o back da vida você não pode chorar não tem escola desde cedo tem que ir pro batente bigode grosso é patente essa é a lei do lugar Qualquer oportunidade a gente agarra com garra, simplicidade não é marra, outra não existirá É chocolate e caneta, finaliza com gol de letra Essa é a diferença entre os daqui e os de lá. aqui o certo é o certo e sempre foi dessa forma tem gente que não conforma que esse é o nosso ambiente o bonde que burla o sistema nunca segue a norma Porque a juventude da favela é a sobrevivente