
Um agente de IA que mora no WhatsApp, compra por você e paga com Pix já circula no Brasil, enquanto o Muse, da Meta, ainda não chegou aqui. Fernanda Belfort recebe Lars Janer, que dá aulas de IA para leigos e executivos, para três conversas sobre o que muda quando a IA deixa de responder e passa a agir. 1. O agente que mora no WhatsApp O Instinct, de uma startup de São Francisco, só entra por convite e não tem aplicativo: tudo acontece numa conversa de WhatsApp. Fernanda pediu duas toalhas na Zara Home e recebeu frete, opções de entrega e o código do Pix para pagar ela mesma. Agora ele acompanha o preço de um aspirador até a Black Friday. O detalhe que quase ninguém percebe: ele não pede o cartão de crédito na primeira conversa. A confiança é construída aos poucos, e é ela, não a tecnologia, que decide quem vai ganhar a disputa. 2. Quanto acesso dar a um agente Lars entregou à IA a caixa de e-mail que usa desde 2006. Fernanda criou uma conta separada só para o agente, porque o e-mail é a chave de recuperação de todas as outras senhas. No meio do caminho, os dois agentes combinaram sozinhos o horário desta gravação. Do lado das lojas, a Amazon e outros sites fecham a porta aos agentes, enquanto outros abrem e já pensam em vender para quem nem vê a página. E surge um problema novo: quando chega uma mensagem no WhatsApp, foi a pessoa que escreveu ou o agente dela? 3. Quem vai orquestrar os agentes Lars toca uma empresa sozinho, com oito agentes rodando num computador em casa, e descobriu o limite do modelo no dia em que faltou luz. Ele mostra uma IA que liga para o call center, passa pelo menu e resolve por você, e conta como um agente encomendou o remédio do cachorro a partir da foto da receita. A aposta dele é que, no Brasil, o orquestrador vai morar no WhatsApp, o que põe a Meta na frente. Fernanda devolve a pergunta que fica: um agente de uma empresa que vive de atenção e de anúncio vai ter o cuidado de não criar apego? 4. Bastidores Andrea Janér está em Copenhague e quem ocupa a cadeira dela é o marido, Lars, que esteve no episódio 56 explicando o OpenClaw quando agentes ainda eram coisa de programador. Os gadgets dele ficaram para um episódio próprio, que sai em seguida. Capítulos 00:00 Abertura 04:45 O que é, afinal, um agente pessoal 09:30 Instinct, o agente que mora no WhatsApp 11:59 Comprando com Pix pelo agente 15:35 A volta do e-mail 19:56 Quanto acesso dar ao agente 23:54 Agentes que conversam entre si 30:21 Sites que fecham e abrem para agentes 36:50 Dots, Claude e a confusão de produtos 43:28 Uma empresa de um homem só 52:42 Foi você ou o seu agente? 56:10 A IA que liga para o call center 64:28 Quem vai orquestrar os agentes 72:20 O remédio do cachorro 75:22 O Muse e o modelo de anúncios 77:27 Encerramento