
Reza a história que quando a velha mais velha que as coisas velhas - a requevelha - cospe para os nossos olhos, no meio do líquido viscoso e gosmento, as retinas começam a ver para lá da cortina de fumo da civilização. O inanimado ganha vida e todas as coisas que eram conhecidas como nomes, transformam-se em verbos. É preciso coragem para sustentar a presença num mundo em constante movimento onde tudo o que tinha forma definida e segura é agora movimento constante, um vir a ser que nunca chega a ser nada que possamos prender numa só definição. A velha desafia-nos a viajar por lugares incertos e inesperados, seguindo as marcas do que em nós vive na fronteira para lá do humano, reclamando o reencantamento da visão, e a pertença à relação viva e animada entre paisagens internas e externas. E se a velha te cuspir para os olhos? Aceitas? Ana Alpande Artista, Astróloga, Terapeuta de Trauma e Contadora de Histórias. Facilita espaços terapêuticos baseados na compaixão e corregulação emocional. As seguintes áreas informam o seu trabalho: psicologia profunda, biografia humana, artes expressivas, educação somática, neurobiologia interpessoal, ecologia profunda, animismo, ecoastrologia e teoria polivagal. O seu trabalho tem como principal foco de estudo e reflexão o trauma individual e colectivo em relação à pertença profunda ao corpo da terra. Sobre o encontro aqui. Sobre o livro aqui.