
Essa semana, a ciência está oferecendo uma prova de sua importância para a humanidade. Em cerca de um ano, a união de esforços, cooperação entre grupos de pesquisa e instituições que oferecem o suporte necessário, possibilitou o desenvolvimento de mais do que uma vacina mundo afora. Das quais, duas feitas em cooperação com cientistas brasileiros. Nossos cientistas são mestres na arte de gerar conhecimento com pouco investimento público. Imagine se os investimentos fossem ampliados. Com o início da vacinação, ainda em caráter emergencial, obrigatoriamente precisa ser refletido por todos nós, especialmente a quem nega a capacidade humana de gerar e disseminar novos conhecimentos, pois isso é fazer ciência, é desenvolver algo inovador a partir de pouco que se sabe. Isso só é possível, graças a muitas pessoas, que ao longo de séculos, dedicam suas vidas para produzir esse conhecimento, que se acumula a cada dia, e nos faz se desenvolver. Nessa reflexão, é importante pensar, sobre como seria nossa vida hoje. Não teríamos multiplos meios de transporte, não teríamos a facilidade de nos comunicar por meio de celulares, a medicina não estaria avançada... Digo isso, porque precisamos acabar com o mito de que cientista é apenas a pessoa que está dentro de um laboratório de jaleco branco, visualizando um microscópio. E quando falamos em sustentabilidade, há uma série de cientistas, produzindo conhecimento sobre esse tema, para que tenhamos mais qualidade de vida, frente aos enormes desafios da crescente degradação ambiental e todas suas consequencias (poluição, aquecimento global, catástrofes de variadas ordens), desigualdades e problemas sociais, muitas vezes decorrentes de concentração de riqueza por grupos econômicos que cada vez mais detêm a riqueza do planeta. Enfrentamos todos esses desafios aqui em nossa região amazônica. Para chegarmos até esse entendimento, muitos pesquisadores apresentam dados sobre sustentabilidade e vem a cada dia aperfeiçoando os conceitos e apresentando números aos tomadores de decisão e poder público, que tantas vezes desconsideram esse conhecimento e contribuem para o crescimento de uma ideologia de negação. Muitos deles, acabam passando vergonha no débito e no crédito, como se diz popularmente, pois em um momento ou outro, a ciência consegue provar sua importância e desmentir fantasias criadas por ideologias atrasadas e que já haviam sido superadas nos tempos modernos... Viva ao conhecimento, abaixo a ignorância e que nossas vidas, possam aos poucos voltar ao normal. Ser sustentável, começa pela informação qualificada. Enquanto não se vacinar, continue usando a máscara, lavando as mãos, fazendo o distanciamento e se protegendo. A ciência é forte, quando é colaborativa, e essa colaboração depende de cada um de nós. Juntos podemos! Uma excelente semana.