
BREVE EXPOSIÇÃO SOBRE A CONCEPÇÃO DA LEITURA LITERÁRIA. Escrito em primeira pessoa, o texto caminha como forma de diário, em que Barreto narra o cotidiano no hospício, ao mesmo tempo em que avalia sua condição e promove uma espécie de terapia pública. A fortuna acrescida aos dois textos traz um prefácio fundamental de Alfredo Bosi, que não apenas contextualiza como também destrincha o relato e traça paralelos com obras semelhantes, um acervo iconográfico riquíssimo e crônicas que tratam do tema escritas por Machado de Assis, Olavo Bilac, Raul Pompeia. Lima Barreto caiu naquele limbo de escritores comumente largados na vala comum de leituras obrigatórias escolares – seu “Triste Fim de Policarpo Quaresma” é um clássico das salas de aula. Pena que a educação brasileira não tem a sensibilidade de ensinar coisas certas no momento certo. Trocam os objetivos e transformam autores em prisões.