
LEITURAS INSPIRADORAS Leitura nº 124 Crítica e Autocrítica Pr. Edison Grando Mateus 26:6-16 (6) Estando Jesus em Betânia, na casa de Simão, o leproso, (7) aproximou-se dele uma mulher com um frasco de alabastro contendo um perfume muito caro. Ela o derramou sobre a cabeça de Jesus, quando ele se encontrava reclinado à mesa. (8) Os discípulos, ao verem isso, ficaram indignados e perguntaram: "Por que este desperdício? (9) Este perfume poderia ser vendido por alto preço, e o dinheiro dado aos pobres". (10) Percebendo isso, Jesus lhes disse: "Por que vocês estão perturbando essa mulher? Ela praticou uma boa ação para comigo. (11) Pois os pobres vocês sempre terão consigo, mas a mim vocês nem sempre terão. (12) Quando derramou este perfume sobre o meu corpo, ela o fez a fim de me preparar para o sepultamento. (13) Eu lhes asseguro que onde quer que este evangelho for anunciado, em todo o mundo, também o que ela fez será contado, em sua memória". (14) Então, um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, dirigiu-se aos chefes dos sacerdotes (15) e lhes perguntou: "O que me darão se eu o entregar a vocês? " E eles lhe fixaram o preço: trinta moedas de prata. (16) Desse momento em diante Judas passou a procurar uma oportunidade para entregá-lo. Fico pensando em como foi estúpido, por parte dos discípulos, ficar indignados com aquela mulher e com o Senhor, e murmurar contra ele. Conforme o Evangelho de João, esta murmuração foi iniciada e encabeçada por Judas, que apresentou razões humanitárias e adequadas para inflamar o coração dos outros (João 12.1-8). Ou seja, os discípulos, num momento tão próximo do supremo sacrifício de seu Senhor, caíram na esparrela de ficar indignados e reclamando com ele. Que cuidado tremendo devemos tomar contra o poder da fermentação e das críticas. O coração dos homens é inclinado para o mal. Quem critica sempre encontrou alguma razão, mas quase sempre não tem razão, principalmente quando não pode enxergar a questão de todos os ângulos, com uma visão ampla. Cabe aqui a advertência severa de Jesus quanto ao julgamento: "Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. (Mateus 7:1-2 NVI) É certo que não devemos aceitar o erro, a injustiça, a corrupção. É certo que devemos fazer avaliações e críticas, sim. O próprio Jesus, após falar sobre o perigo da atitude ao julgar, nos incita a fazer avaliações com base no caráter e nos frutos dos que ensinam a fim de não nos enganarmos (para entender, leia todo o capítulo 7 de Mateus). Entretanto, devemos tomar cuidado para não cair no erro de julgar mal os outros por aceitarmos más influências e fecharmos o coração para uma avaliação mais profunda dos fatos. Eles se revoltaram contra o seu Mestre e Senhor porque deixaram-se influenciar por alguém que tinha más intenções. Quem murmura e critica certamente se pôs como juiz. Mas o supremo juiz certamente nos julgará. Julguemos portanto, primeiramente a nós mesmos. Ó Deus, dá-nos coração sábio e capaz de perceber quando a crítica e a murmuração estão nos desviando do caminho certo.