
Leitura do dia 2 de dezembro do clássico de meditações “Tudo para Ele” de Oswald Chambers Perfeição Cristã "Não que eu o tenha já recebido, ou tenha já obtido a perfeição... " – Filipenses 3.2. É um erro pensar que Deus quer fazer de nós exemplares perfeitos de criaturas dele. O projeto de Deus é fazer-nos um com ele. Alguns movimentos de renovação tendem a ensinar que Deus está produzindo espécies de santos para colocar no seu museu. Se você embarcar nessa ideia de santidade pessoal, seu alvo principal não será Deus mesmo, mas o que você chama de manifestação de Deus em sua vida. Estes super santos afirmam coisas como: "Nunca poderá ser vontade de Deus que eu fique doente." Se foi vontade de Deus ferir seu próprio Filho (Isaías 53.10), por que ele não poderia ferir você? O que conta para Deus não é a sua fidelidade à ideia do que deve ser um "santo", mas o seu relacionamento vital com Jesus Cristo e sua entrega a ele, quer você esteja são ou enfermo. A perfeição cristã não é, e nunca será, perfeição humana. A perfeição cristã é a perfeição de um relacionamento com Deus que se manifesta em meio às coisas irrelevantes da vida humana. Quando obedecemos ao chamado de Jesus Cristo, a primeira coisa que notamos é a irrelevância das coisas que temos que fazer, e o que notamos em seguida é o fato de que as outras pessoas parecem estar vivendo vidas perfeitamente coerentes. Tais pessoas tendem a deixar-nos com a impressão de que Deus é desnecessário, e que mediante a dedicação e o esforço humano poderemos alcançar o padrão desejado por Deus. Num mundo decaído, isso jamais será possível. Somos chamados a viver em perfeita relação com Deus a fim de que nossa vida produza em outros um grande anseio por Deus, e não admiração pela nossa própria pessoa. Preocupações conosco mesmos diminuem nossa utilidade para Deus. Deus não visa aperfeiçoar-nos para que sejamos como troféus na sua estante; seu alvo é levar-nos ao ponto onde possa usar-nos. Deixe-o fazer o que lhe agrada.