
Leitura do dia 19 de novembro do clássico de meditações “Tudo para Ele” de Oswald Chambers Quando Ele Vier “Quando ele vier convencerá o mundo do pecado...” – João 16.8. Poucos de nós sabem realmente o que é convicção de pecado; apenas tivemos a experiência de nos sentirmos perturbados por termos feito coisas erradas. Mas a convicção de pecado operada pelo Espírito Santo põe de lado todos os demais relacionamentos da terra, deixando apenas um: "Pequei contra ti, contra ti somente!" (Salmo 51:4). Quando alguém se convence do pecado dessa maneira, sabe, com toda a força de sua consciência, que Deus não ousaria perdoá-lo apenas por perdoar, senão o homem teria um senso de justiça mais forte do que o de Deus. Deus perdoa, mas isso lhe custou um profundo sofrimento, com a morte de Cristo. O grande milagre da graça de Deus é que ele perdoa nossos pecados, mas a única maneira pela qual a natureza divina pode perdoar e ainda permanecer fiel a si mesma é mediante a morte de Jesus Cristo. É absurdo dizer que Deus nos perdoa apenas porque ele é amor. Depois que sentirmos a convicção de pecado, nunca tornaremos a dizer isso. O amor de Deus significa Calvário, e nada menos; esse amor só é explicado pela cruz, e de nenhuma outra forma. Deus dispõe de uma única base para me perdoar: a cruz do meu Senhor. Ali, a sua consciência se satisfaz. O perdão não significa apenas que sou salvo do inferno e preparado para o céu (ninguém aceitaria perdão dessa maneira); o perdão significa que passo a ter um novo relacionamento: uma identificação com Deus em Cristo. O milagre da redenção é que Deus, ao colocar dentro de mim, pecador que sou, uma nova disposição, a de Jesus Cristo, torna-me santo como ele é santo.