
Leitura do dia 27 de novembro do clássico de meditações “Tudo para Ele” de Oswald Chambers A Consagração do Poder Espiritual "pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo." - Gálatas 6.14. Quando eu habito na cruz de Cristo, não me torno um simples interessado apenas na minha própria pureza; meu objetivo dominante passa a ser os interesses de Jesus Cristo. O Senhor não foi um recluso nem um asceta; ele não se isolou da sociedade, mas o tempo todo estava isolado dela interiormente. Não se mostrava indiferente ao que se passava ao seu redor, mas vivia ligado a outro mundo. Na verdade achava-se tão integrado no mundo que os religiosos de seu tempo o acusaram de glutão e bebedor de vinho. Mas o Senhor não permitiu que nada interferisse na consagração de suas energias espirituais às coisas de Deus. A falsificação dessa consagração é deixar de fazer certas coisas pensando em armazenar poder espiritual para uso posterior, mas isso é grande engano. O Espírito de Deus tem tirado o pecado de muitas pessoas, todavia elas ainda não experimentaram a liberdade e nem a plenitude espiritual. O tipo de vida religiosa que vemos por aí é inteiramente diferente da santidade atuante que Jesus Cristo revelava. "Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal." (João 17.15). Temos que estar no mundo; mas não ser do mundo; estar isolado dele interiormente, não exteriormente (veja João 17.16). Não devemos permitir que nada interfira na consagração de nossas energias espirituais às coisas de Deus. A consagração é a nossa parte; a santificação é a parte de Deus. Temos que tomar a firme decisão de nos interessarmos somente por aquilo que for do interesse de Deus. Algumas dúvidas que surgem podem ser resolvidas ao fazermos a seguinte pergunta: "Será que isto é o tipo de coisa em que Jesus Cristo está interessado, ou é algo que interessa ao inimigo de Jesus?"