O livro O Que os Computadores Não Podem Fazer, de Hubert Dreyfus, apresenta uma crítica contundente à inteligência artificial e às premissas fundamentais da razão artificial. O autor examina a evolução histórica das tentativas de formalizar o pensamento humano, traçando essa trajetória desde as indagações de Sócrates e Platão até as formulações modernas de Hobbes, Leibniz e Boole. Dreyfus argumenta que a premissa de que o mundo pode ser totalmente explicado por conceitos atômicos e regras formais é falha. Em contraste com os computadores digitais, que operam sem corpos e processam dados de forma estritamente sintática, os seres humanos vivenciam a realidade de maneira holística e significativa. Por fim, a obra desafia a crença dominante de que todo conhecimento pode ser reduzido a um cálculo, destacando os limites inerentes da computação ao tentar replicar a intuição e a experiência prática.DREYFUS, Hubert L. What Computers Can't Do: A Critique of Artificial Reason1. 1. ed2. New York: Harper & Row, Publishers, 1972