
Agroecologia, substantivo feminino de luta. Margaridas, flores, mulheres. Margaridas que enfeitam e lutam. As Margaridas do campo, das florestas e das águas. Margaridas que marcham pelo direito à vida e ao viver. Margarida Alves, paraibana, defensora dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais. Margarida que dá nome e alma à luta, à marcha das mulheres que trabalham por um campo, por uma floresta, e por água para todos e todas, por acesso aos direitos das mulheres trabalhadoras do campo, por uma vida mais digna e plena de igualdade e respeito. Margaridas que mostram que a terra, mãe de todos e todas, deve ser fonte de alimento mas também foco do cuidado. Não há feminismo sem agroecologia, assim como não há agroecologia sem feminismo. Nossa conversa de hoje é com a militante feminista da Marcha Mundial das Mulheres e cientista social Sarah Luiza Moreira, que nos fala sobre sua pesquisa que trata sobre como a Marcha das Margaridas influenciou na construção de políticas públicas para o campo e a construção de uma cultura agroecológica no Brasil, bem como essas políticas públicas vêm sendo desmontada com a ascensão da ultradireita no Brasil. Vocês nos encontram no Twitter @PodcastElas, no Instagram @elaspesquisam e nosso e-mail de contato é elaspesquisampodcast@gmail.com. Este episódio contou com a edição de João Victor Cabañas.