
O episódio de hoje traz uma conversa bacana sobre as origens e usos da noção de sororidade entre as mulheres e como o termo foi alcunhado pelo movimento feminista. Com a participação luxuosa da designer de moda e socióloga Gabi Rebouças. O termo sororidade começa a ser trabalhado a partir do chamado feminismo de segunda onda, em meados da década de 1950, tem força a partir das lutas feministas da década de 1970, cai no esquecimento na década de 1990 e retoma com força a partir da virada do século, especialmente na década dos anos de 2010. As chamadas feministas radicais ancoram a ideia de uma sororidade universal, mas será ela possível? O feminismo negro vem desconstruir essa visão e propor a reflexão sobre para quem é e como se dá essa sororidade. Falamos hoje, também, no chamado feminismo liberal, bastante difundido entre mulheres da chamada extrema direita, que, mais uma vez, nos faz refletir sobre essa sororidade entre as mulheres. Aqui tem Kate Millet, Grada Kilomba, Julia Câmara, Angela Davis e um monte de mulherão da porra potente para nos ajudar a pensar sobre: pra quem é essa sororidade?